sexta-feira, 18 de março de 2011


Aveirenses Ilustres | 4.º Ciclo de Palestras

2011






Individualidade
Motivo | evocação
Oradores
Data

Álvaro dos Santos Lé
Talentoso amador de canto que regeu a Filarmónica José Estêvão.
A definir
4 de Maio

Arménio Eusébio Pereira da Costa
Fundador do Rancho Folclórico do Rio Novo do Príncipe
A definir
25 de Maio

Jaime Inácio dos Santos
Artista local associado aos edifícios Arte Nova, em Aveiro.
A definir
15 de Junho

Augusto António de Carvalho
Caricaturista, tamanqueiro e ex-presidente de Junta da Freguesia de Esgueira.
A definir
14 de Setembro

José de Pinho
Artista plástico e conservador do Museu de Aveiro
A definir
12 de Outubro

Dona Maria Aurora Munõs Puig de Valente | Condessa de Taboeira.
Senhora que deixou marcas profundas nas gentes de Taboeira
A definir
2 de Novembro

Marnotos da Ria de Aveiro
salicultura. Comunidade identitária de Aveiro
A definir
23 de Novembro

Morgados da Pedricosa
Nobre família descendente do ramo dos Eças e dos Botelhos.
A definir
14 de Dezembro


Local: Museu da Cidade de Aveiro
Horário: 18:30 horas



Museu da Cidade de Aveiro | Divisão de Museus e Património Histórico | Câmara Municipal de Aveiro
Rua João Mendonça, 9-11, 3800-200 Aveiro | museucidade@cm-aveiro.pt | Tel.  234 406 485

terça-feira, 15 de março de 2011

Coordenadas dos Núcleos do Museu da Cidade de Aveiro


Museu da Cidade:  40º38’29.93’’ N
                              8º39’16.04’’ O




Ecomuseu            40º38’42.27’’ N
                             8º39’44.01’’ O




Museu Arte Nova:  40º38’30.58’’ N
                             8º39’19.89’’ O



[coordenadas Datum WGS 84]


 
 

sexta-feira, 4 de março de 2011

carnaval 2011

Museu da Cidade de Aveiro: Peça do Mês

Medalha de Ouro do Milenário



1959
5,5 cm
Ouro
MCA

O ano de 1959 mereceu uma atenção especial por parte dos aveirenses. A ocasião assim o impunha tendo em conta que se comemoravam mil anos sobre a primeira referência documental conhecida a Aveiro inscrita no testamento da Condessa Mumadona Dias ao Mosteiro de Guimarães. A essa efeméride acrescia a celebração dos duzentos anos sobre a elevação à categoria de cidade, por decreto de D. José. Por este facto, os festejos, ainda hoje permanecem gravados na memória de todos os que os presenciaram.
Desses momentos de comemoração persistem, no espaço urbano, algumas evidências como o monumento erguido, no Rossio, ao navegador da época dos Descobrimentos João Afonso de Aveiro ou o topónimo Praça do Milenário, junto da Sé e do Museu da Aveiro que, muito embora hoje substituído pela designação de Avenida Santa Joana, ainda persiste na memória da comunidade. Curiosamente, um dos grandes elementos de referência dos festejos, um grandioso mastro erguido à entrada da cidade, junto da Ponte da Dobadoura, construído nos estaleiros Bolais Mónica e colocado em Abril de 1958, viria a ser, mais tarde, retirado.
A panóplia de festejos de 1959 mereceu honras de visita de diversas figuras de relevo no panorama social e político nacional incluindo o próprio Chefe de Estado, o Almirante Américo Tomás, recebido em Aveiro no meio de grande manifestação popular e a quem foi oferecida, precisamente, a Medalha de Ouro do Milenário.
A organização de todo o complexo programa [cerimónias oficiais e religiosas, inaugurações, cortejos, provas desportivas, exposições e concertos, iluminações e arruadas, publicação de obras sobre Aveiro] desenrolou-se por largos meses e exigiu a uma estrutura funcional coordenada por uma Presidência Geral composta por dezassete comissões especializadas, uma comissão de honra e uma comissão consultiva envolvendo largo número de colaboradores e ilustres da cidade e da região.


quinta-feira, 3 de março de 2011



Museu Arte Nova

Introdução

O movimento Arte Nova surgiu cerca de 1880 e foi impulsionado por uma conjuntura política, social e económica aparentemente estável e propícia. A industrialização, bem como as várias conquistas ao nível do progresso científico e técnico, encontram-se na génese deste estilo, pois conduziram à criação de riqueza e ao desenvolvimento de novos estratos sociais. Foram os burgueses enriquecidos e a recém-nascida classe média os verdadeiros impulsionadores do movimento, no sentido em que não se reviam e identificavam com o design dos objectos do dia-a-dia, bem como com os ideais arquitectónicos que até então vigoravam e que se baseavam na reinterpretação de velhos estilos, nomeadamente o estilo clássico, gótico, renascentista, barroco... Uma sociedade e um mundo em rápida mutação carecem de um estilo que dê  forma à sua nova aparência e ideal e, neste sentido, a Arte Nova foi o primeiro estilo a, aparentemente, não radicar no passado, não se inserindo, portanto, no conceito do revivalismo.

A Arte Nova expandiu-se com uma rapidez considerável e assumiu diferentes cunhos individuais, abarcando várias escolas regionais ou nacionais e recebendo diferentes designações, conforme o local de implantação e desenvolvimento. Contudo, convém salvaguardar a existência de princípios unificadores que a identificam e que dão coerência ao movimento, salientando-se a inovação formal conjugada com a originalidade, mas também a rejeição dos estilos formais, o recurso a novas técnicas de produção e a novos materiais (como o ferro e o vidro), explorados tanto de forma estrutural, como decorativa e a adopção de uma nova linguagem estética que se expressava através da linha extensa, curva, sinuosa, em chicotada e através dos motivos florais, vegetalistas e femininos estilizados, bem como sensuais.


Museu Arte Nova (sito na Casa Mário Belmonte Pessoa)

Trata-se de um imóvel de planta longitudinal, com cobertura em telhado de duas águas. A fachada é marcada pela sua verticalidade, acentuada pela mansarda com arco japonês. É precisamente a decoração inscrita, no geral, nos elementos estruturais da fachada, que confere a relevância ao edifício e o transforma num exemplar de qualidade da arquitectura e decoração de cariz Arte Nova da cidade. O tratamento dado às cantarias, em calcário e mármore, apresenta uma grande variedade de elementos ornamentais Arte Nova, gosto reflectido nos motivos vegetalistas e zoomórficos, bem como em todo o movimento imposto pelas formas curvilíneas dos arcos, das varandas e varandins, das molduras das portas e janelas, em madeira, e da serralharia artística em ferro forjado.
O piso térreo é marcado por três vãos, sendo o central de maior dimensão e assentando, cada um deles, em colunas independentes com capitéis decorados com motivos florais. A entrada situa-se num plano recuado formando um pequeno átrio encerrado pelas colunas e pelo gradeamento em ferro. Nela é notório o discurso Arte Nova patente na forma de arco abatido, demonstrando a presença da famosa linha em chicotada. Painéis de azulejo com motivos zoomórficos e vegetalistas, revestem as paredes laterais.
O piso intermédio apresenta três vãos, correspondentes a três portadas duplas e respectivas varandas. Em termos decorativos recorre-se ao aparelho rusticado para definir as molduras, rematadas com lintel em arco abatido, onde se inscrevem motivos de carácter vegetalista (molduras laterais) e um grande pássaro (moldura central). A serralharia artística das varandas volta a evidenciar os elementos florais.
No que concerne ao piso superior todo ele se encontra preenchido por vãos de janelas, em número de cinco, mas de dimensões desiguais, alternam arcos abatidos com arcos de volta perfeita. As suas molduras destacam-se da fachada concedendo-lhe maior exuberância, acentuada pelas guardas em cantaria e serralharia artística, formando uma espécie de varandim corrido. O remate deste piso volta a revelar decoração de cariz vegetalista sobre os vãos laterais, erguendo-se uma imponente mansarda sobre a janela central. Ostentando um arco japonês protegido com guarda em serralharia artística e com caixilho em madeira de formas curvas, a moldura da mansarda apresenta uma profusão decorativa que volta a repetir motivos florais e vegetalistas. A casa Mário Belmonte Pessoa é coroada por uma águia dominando uma serpente assentes sobre um globo.
O alçado posterior, voltado à Praça do Peixe, embora mais sóbrio, mantém a mesma linguagem ganhando maior ênfase nos pormenores azulejares de remate e nos painéis que decoram o pequeno mirante e a torre.
Tal como a fachada, o alçado posterior revela a decoração distinta em cada um dos seus pisos. Ao nível da cobertura surge uma portada central com varandim semicircular em ferro (corresponderá ao piso da mansarda da fachada). Sobre esta portada inscreve-se um relevo representando um leão. O piso superior apresenta uma abertura de forma semicircular compreendendo uma portada central e duas frestas de vidraça em quarto de círculo. A parte cega do semicírculo ostenta decoração de motivos vegetalistas que emolduram a portada e a varanda, uma vez mais, em cantaria artística.
O piso intermédio acha-se todo preenchido por vãos com portadas que abrem sobre uma varanda corrida com acesso exterior através de uma escadaria em ferro. Nos intervalos  dos vãos, de lintéis em arco com pequenos apontamentos decorativos, surgem vários óculos circulares. Um outro óculo de moldura lavrada abre-se na pequena torre que se desenha no lado direito do alçado.
No piso inferior destaca-se a entrada envidraçada em arco abatido. O gosto Arte Nova encontra-se bem patente nas serpenteantes linhas dos caixilhos dos vidros.
Ao fundo do jardim murado surge um pequeno mirante coberto a telha de canudo de cor verde esmalte. Revestem-no vários painéis de azulejos da fábrica da Fonte Nova, bem como azulejos relevados de cor verde água. Um dos painéis apresenta figuras femininas de longas cabeleiras onduladas, um elemento característico da Arte Nova. A entrada para este jardim é feita por portão em serralharia decorado com motivos florais que se repetem no gradeamento.


Museu da Cidade de Aveiro | Divisão de Museus e Património Histórico | Câmara Municipal de Aveiro
Rua João Mendonça, 9-11, 3800-200 Aveiro | museucidade@cm-aveiro.pt | Tel.  234 406 485