terça-feira, 31 de maio de 2011

Formação no Museu da Cidade

Nos dias 26 e 27 de Maio, de 2011 realizou-se no Museu da Cidade de Aveiro, um Workshop em Pós-Produção Fotográfica, esta iniciativa resultou de uma parceria entre a Câmara Municipal de Aveiro | Museu da Cidade e o Clube dos Galitos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

De: amigosdavenida@googlegroups.com em nome de José Carlos Mota
Enviada: ter 24/5/2011 18:57
Para: amigosdavenida@googlegroups.com
Assunto: [Amigosd'Avenida] Avenida
Meus caros
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Deixo uma viva recomendação para que não percam as exposições sobre a Avenida que estão patentes no Museu da Cidade e no edifício da antiga estação CF de Aveiro (julgo que só por mais alguns dias)..
A exposição do Museu da Cidade tem várias preciosidades, a maior delas é a 'memória justificativa e descriptiva' do projecto da Avenida escrita pela mão do autor (imagem aqui http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/655486.html).
Da memória descritiva (7 Fev 1918) retive que a Avenida de 1.025 metros de comprimento e 30 de largura foi feita com o objectivo de tornar o caminho entre a Estação CF e o centro da cidade 'mais curto, cómodo e agradável à vista'.
O projecto de 1918 não foi o primeiro, pois cerca de dez anos antes a câmara municipal já o tinha tentado fazer mas 'teve de desistir porque a obra era muito dispendiosa e a autarquia tinha poucos recursos'.
Um dos motivos relevantes para a construção da Avenida era, para além da razão já citada, a 'falta de prédios para habitar'. Havia a expectativa que as obras no espaço público motivariam proprietários e comerciantes a investir!
Como podem constatar as recomendações apesar de quase centenárias são de uma enorme actualidade!
Por último, o orçamento da obra foi de 197.288$59 (197 contos de reis) não havendo informação se na altura já havia a tradição das derrapagens financeiras.
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O interesse e a qualidade do documento justificam amplamente uma reprodução para venda, uma sugestão já feita por vários cidadãos neste espaço de reflexão: https://www.facebook.com/home.php?sk=group_210534045644503.
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Existe uma outra exposição igualmente interessante no edifício da Estação de CF (apesar do horário não ser o mais adequado), esta organizada pela Secção de Fotografia do Clube dos Galitos [Miguel Estima, Carla Taveira, Pedro Sotto Mayor e Carla Botelho] e por Bernardo Conde.
Uma interessante visão contemporânea sobre a Avenida, com belas fotografias. A minha preferida, por se enquadrar no espírito do tempo, é uma das últimas, sobre a procissão do Sr. dos Passos da autoria de Bernardo Conde (que baptizei com o título 'à espera'; imagem aqui http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/655486.html).
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Por tudo isto os meus parabéns aos promotores destas iniciativas!
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Uma nota final para lamentar que o projecto 'Avenida' de Joaquim Pavão (http://www.youtube.com/watch?v=iTdJbyIah-0) não tenha merecido a devida atenção (e apoio) dos responsáveis. Trata-se de uma obra original (com banda sonora composta para o trabalho, com o título Avenida) e já apresentada em alguns eventos públicos (http://www.youtube.com/watch?v=6waSfoAEFsg).
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JCM

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Passaporte do Mar

 Museu da Cidade de Aveiro | Dia Europeu do Mar - 22 Maio 2011













Exposição Avenida Dr Lourenço Peixinho, Preâmbulo (1864-1918)


A Exposição Avenida Dr Lourenço Peixinho, Preâmbulo (1864-1918),vai estar patente ao público por um período de tempo prolongado, até ao próximo dia 17 de Junho de 2011.
http://pt.scribd.com/fullscreen/55353913?access_key=key-1gn4po047rw10qmaz9ym


desdobravel exposição avenida preambulo (2)


O Concurso de Curtas Metragens, alusivo à Avenida Dr. Lourenço Peixinho  foi  anulado, por existir um  número  reduzido  de participantes .

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Próximo ilustre a ser evocado no Museu da Cidade de Aveiro | 25 Maio 2011

 



Arménio Eusébio Pereira da Costa: nasceu a 7 de Junho de 1929, no lugar do Cabeço, em Sarrazola, Cacia. Lavrador de profissão, chegou a conciliar os estudos com o trabalho na agricultura, único meio de subsistência da família. Na sua juventude costumava frequentar os tradicionais serões da freguesia e inclusive promove-los na sua casa.

Em Fevereiro de 1978, fundou uma contra dança que esteve na base da fundação do Rancho Folclórico do Rio Novo do Príncipe, que teve a sua estreia a 24 de Agosto desse ano.

Depois da fundação do Rancho, passou a dedicar grande parte do seu tempo ao folclore, manifestando através das danças e cantares, os usos e costumes da sua freguesia contribuindo para a sua preservação.

A 2 de Fevereiro de 1998, este aveirense faleceu deixando-nos um exemplo de coragem e persistência, e uma forma desinteressada e humilde de estar e em prol da cultura.

quinta-feira, 19 de maio de 2011


Concurso de Curtas Metragens | Alteração da data de participação





Museu Cidade de Aveiro | Imagoteca



Os Serviços Educativos do Museu da Cidade decidiram alterar a a data de inscrição no Concurso de Curtas Metragens, alusivas à Avenida Dr. Lourenço Peixinho, para o dia 23 de Maio de 2011. Para qualquer esclarecimento adicional pode contactar o Museu da Cidade de Aveiro, através dos seguintes endereços:
Concurso de Curtas Metragens.

Museu Cidade de Aveiro
Rua João Mendonça, nº 9-11
3800-200
Telefone - 234 406 485
Email - museucidade@cm-aveiro.pt
Blog - http://museucidadeaveiro.blogspot.com/
Dinamização da acção - Elsa Gafanha

segunda-feira, 16 de maio de 2011




Museu da Cidade de Aveiro | Imagoteca














Regulamento do 1º Concurso de Curta Metragens do Museu da Cidade
“Avenida Dr. Lourenço Peixinho”
Artigo 1º
Objectivos
O 1º Concurso de Curtas-metragens é uma iniciativa do Museu da Cidade de Aveiro, na comemoração do centenário de abertura da Avenida Dr. Lourenço Peixinho, a ser realizada em 2018.
Este concurso tem o intuito de estimular a criatividade e gosto pela criação audiovisual, descobrir novos valores, encorajando a produção de vídeos.
O concurso vai consistir na realização de curtas-metragens sobre a Avenida Dr. Lourenço Peixinho, podendo envolver temáticas como a história, principais monumentos existentes na Avenida, enquadramento cultural e vivência da comunidade local. Tendo como objectivo principal, dar a conhecer a temática de uma forma dinâmica e criativa.
Observação
Artigo 2º
Destinatários
O concurso é dirigido a todos os estudantes interessados do ensino secundário e superior, não existindo nenhuma restrição à sua idade.
Artigo 3º
Organização do Concurso
Este projecto será realizado em Maio e Junho, durante a exposição da Avenida Dr. Lourenço Peixinho. Inicialmente, os concorrentes terão de se inscrever e, posteriormente através de alguma investigação realizar a curta-metragem sobre a Avenida.
Após a realização e entrega das curtas-metragens por parte do autor, o Museu da Cidade responsabilizar-se-á pela publicação das curtas na página do facebook do museu. Sendo que através da dicção do “gosto” no vídeo, por parte do público, será atribuído um prémio ao vídeo que conter mais publicações.
Entre os dias 1 e 17 de Junho, será realizado uma sessão de exibição das curtas-metragens para o público em geral, no auditório do Museu da Cidade, onde o júri avaliará todas a curtas-metragens e mencionará o projecto mais original.
Artigo 4º
Inscrição
Os interessados devem enviar a ficha de inscrição até dia 18 de Maio para os seguintes contactos: Museu da Cidade de Aveiro | R. João Mendonça n.9/11 3800-200 Aveiro | e-mail: museucidade@cm-aveiro.pt.
A ficha de inscrição estará disponível para impressão no blog e na página do facebook do Museu da Cidade de Aveiro.
Artigo 5º
Projectos
Cada curta-metragem tem de ter a duração mínima de 3 minutos e a máxima de 6 minutos. O projecto terá, obrigatoriamente, de conter a ficha técnica com os seguintes conteúdos, título da curta-metragem, duração, realizador(es), nome dos actores e data de elaboração.
Até ao dia 27 de Maio deverão ser entregues as curtas-metragens em suporte CD ou DVD para os contactos indicados no Artigo 4º, ou pessoalmente na recepção do Museu da Cidade de Aveiro. Os trabalhos submetidos a concurso deverão ser originais e não podem ter sido distribuídos comercialmente.
Artigo 6º
Júri
Todas as obras recebidas que cumpram as condições de admissão estipuladas neste regulamento serão avaliadas por um júri, especialmente convidado para este fim, que seleccionará os vídeos para competição.
O Júri reserva-se o direito de não atribuir classificações previstas no regulamento, caso considere que os trabalhos a concurso não reúnam as características de avaliação e classificação dos trabalhos definidas por este órgão. As decisões do júri são soberanas, não sendo admitido recurso.
Artigo 7º
Critérios de Avaliação
São considerados os seguintes critérios de avaliação:
– Originalidade e criatividade da curta-metragem;
– Qualidade da mensagem;
– Adequação ao objectivo e tema do concurso.
Artigo 8º
Prémios
Serão entregues prémios ao melhor filme classificado pelo júri, e à melhor curta classificada pelo público em geral através da página do facebook do Museu da Cidade de Aveiro.
O prémio está qualificado num valor de 150€ em livros. Todos os participantes terão direito a certificado de participação.
Artigo 9º
Direitos de Autor
Considera-se que, no acto de inscrição, todos os participantes concedem os direitos de exibição dos trabalhos à entidade promotora do concurso, bem como a sua publicação, na página do facebook do Museu da Cidade de Aveiro.





Ficha de Inscrição
1º Concurso de Curtas-metragens do Museu da Cidade
“Avenida Dr. Lourenço Peixinho”


Nome:
Morada:
Contacto Telefónico:
Email:
Data de nascimento: _ _ / _ _ / _ _ _ _
Estabelecimento de Ensino:

Eu, abaixo assinado, declaro que li e aceito o Regulamento da “Avenida Dr. Lourenço Peixinho”, 1º Concurso de Curtas-metragens do Museu da Cidade de Aveiro.


Assinatura: ________________________________________________________







Dados a preencher na entrega da Curta-metragem à entidade promotora
Realizador:
Actores/Actrizes principais:
Actores/Actrizes secundários:
Suporte: CD___ DVD___
Duração:
http://pt.scribd.com/fullscreen/55525251?access_key=key-t6dh4yghmcatlbbgufq
Vela 21maio 2

Exposição «Avenida Dr. Lourenço Peixinho, Preâmbulo (1864-1918)» | CONTRIBUIÇÃO DO PORTO DE AVEIRO

Avenida Dr Lourenço Peixinho

Impulsionado por factores como as políticas da Regeneração[1] e depois a fontista[2]; pela fixação da Barra e pela mentalidade de industrialização progressiva da sociedade local, Aveiro, cresceu, entre 1864 e 1918 e desenvolveu-se urbana e economicamente em torno do negócio do sal, do peixe, do moliço, do junco, da indústria cerâmica e da exploração de areias dos subsolos. Cidade de canais, pontuada por alvíssimos montes de sal e velas brancas; na ria e nos canais proliferava a actividade piscatória. Nas margens dos canais, nas marinhas, recolhia-se o sal de dois em dois dias. Eram muitos, os operários, que se dedicavam ao trabalho salícola, entre marnotos, moços, salineiras e barqueiros e todas as classes sociais demonstravam interesse na exploração directa ou indirecta do sal. As marinhas proliferavam no salgado aveirense e os armazéns de sal, também, nas zonas do Canal de S. Roque, Canal da Fonte Nova, Cais dos Botirões e Mercantéis. No Canal do Côjo, com destino à Estação, descarregava-se e fazia-se o transbordo para os carros de bois do sal, do pescado, da louça, das cerâmicas diversas, dos vidros, dos cereais, das areias, da pedra, do moliço, do junco, entre outros bens. A permuta de mercadorias entre o canal e a via-férrea implicava sempre dois transbordos. Da estação exportava-se também ovos, doces, aves, peixe, gado, cereais, legumes, hortaliças e algumas manufacturas.

Aveiro compunha-se também de campos de cereal e vinhas. Os solos arenosos e argilosos eram alimentados por fertilizantes como a morraça (moliço) e o escaço[3], que supriam, desde tempos remotos, a incapacidade produtiva dos mesmos. Raras eram também as casas em que não havia quintal com poço, horta e pomares. Era fácil comprar hortícolas e frutas, a qualquer hora do dia, nas quintas que havia, em torno e no centro da Cidade. Havia quintas como a de Sebastião Magalhães Lima (pai); a do Seixal (com capela), do Sr. Manuel José Mendes Leite; a do Carmo, dos herdeiros do Sr. José Maria Rangel de Mascarenhas; a de Arnellas, da viúva do Sr. José Leite Ribeiro e a da Fábrica, pertença do Sr. Visconde de Valle-de-Mouro.

As barcas sulcavam a ria e os esteiros da Fábrica e do Côjo carregadas de morraça, mas as queixas em Cortes continuavam a referir a necessidade de importação de cereal. A área de produção de cereal cingia-se à área circundante do núcleo urbano, com excepção do litoral, área totalmente convertida à salicultura. No entanto, o cereal revelava dificuldade em vingar nestes terrenos, constituídos por aluviões e areias, materiais arrastados, uns pelo Rio Vouga, outros pela ondulação do mar.






A cidade tinha praça ou mercado diário, num abarracamento, sito na Praça da Erva, entre as pontes da Praça e do Côjo que transitou depois para o Mercado Manuel Firmino, construído no local, onde hoje, se situam edifícios como, o dos Antigos Armazéns de Aveiro. O mercado estendia-se até ao local, onde actualmente se encontra o edifício da ACA – Associação Comercial de Aveiro, inclusive.  


O Ilhote era palco de actividades diversas, desde as desportivas[4], ao treino militar e à feira mensal, aí instalada desde 1903; mais tarde, e após o aterro, instalou-se nele o Mercado Manuel Firmino. A casa do moinho de maré, cujas moagens de rodízio, remontam ao início do século XV – 1406, foi determinante na morfologia do lugar.

Antes da abertura da Avenida do Côjo (actual Avenida Dr. Lourenço Peixinho), a cidade encontrava-se dividida em dois núcleos: a norte do canal os cagaréus ligados às actividades da ria, a sul os ceboleiros, população ligada às actividades agrícolas e às unidades fabris da zona do Côjo. A divisão era efectuada pelo Ilhote do Côjo, um local alagadiço que resultou da ramificação da ria em dois braços, perto da casa do moinho, os esteiros da Fábrica e o do Côjo. A palavra Côjo ou Coja significa zona inundável, alagadiça. O esteiro da Fábrica corresponde hoje ao actual Canal do Côjo, enquanto o então esteiro do Côjo fazia o percurso da actual Rua Conselheiro Luís de Magalhães, Rua Agostinho Pinheiro e Travessa do Dispensário.

À época a ria perde alguma importância como meio de transporte, devido à quantidade de estradas que são construídas e que ofereciam ao viajante pitorescas paisagens: Aveiro-Barra (1855), Aveiro-Águeda (1862), Aveiro-Oliveirinha (1863), Aveiro-Mogofores (1864), Aveiro-Ilhavo (1867), entre outras, e ao caminho-de-ferro que surge em 1864, abrindo a cidade ao progresso.

            O telégrafo eléctrico e o serviço postal instalado na cidade, desde 1856, por sua vez, aproximou as populações e fez circular com rapidez as informações e as notícias entre os diferentes núcleos populacionais.

A cidade crescia, inclusive do ponto de vista demográfico e habitacional. Em 1864, em Aveiro, o número de habitantes era de 6.395 habitantes e o censo de 1878, refere-nos a existência de 7.167 almas e 1554 fogos, na cidade, situando-se 3.630 habitantes e 732 fogos na Freguesia da Vera-Cruz. O bairro de Sá era habitado quase exclusivamente, por lavradores e proprietários, o da Villa-Nova, por pessoas de diversas classes sociais e o da Beira-Mar pela classe piscatória e de marnotos.

A municipalidade sob a presidência do sr. Manuel Firmino procedia à arborização da cidade.







As principais artérias da cidade, praças e largos eram, à época, a Rua da Estação; a de S. Paulo ou Vera-Cruz, depois designadas de Gravito e Manuel Firmino; o Largo da Apresentação; a Rua José Estêvão; a Rua dos Mercadores; a Rua do Americano[5]; o Largo do Côjo; o da Vera-Cruz e o da Fonte-Nova. Quanto aos Passeios Públicos, para além daquele que existia no antigo campo de Santo António, no Jardim Público, ainda servia de Passeio o Largo do Côjo, o Cais e as estradas atrás mencionadas.

Terra, essencialmente, de marnotos, pescadores, barqueiros, moliceiros, vendedeiras de peixe a retalho, operários fabris, oleiros e mercadores, a população tinha por alimentação base, a sopa forte de legumes (feijão, nabo, couve, batata), um ou dois pratos e carne branca (toucinho), de porco, com uma batata. Vinho não havia, porque não havia dinheiro, era só nas festas, assim como, o frango e a carne de vaca. Outros comiam mesmo só a sopa forte de legumes, com um bocado de orelheira, costela de porco ou chouriça dentro. Os que tinham possibilidades bebiam uma garrafinha de ½ litro de vinho. Na véspera de Natal, comiam o peixe dos pobres: o bacalhau, com batatas e brócolos. No dia de Natal, isso sim, era o dia do cozido à portuguesa, comia-se carnes diversas, da salgadeira: um bocado de carne de vaca, de costela, de orelheira, de tornozelo ou mão de porco, um bocadinho de chouriça e uma couve. Enfim comiam o que podiam em função do dinheiro que tinham para comer, tradição que se manteve ainda até aos nossos dias, no bairro da Beira-Mar. Na alimentação entrava ainda os cabozes, a sardinha amarela, a raia de pitau, a caldeirada de enguias, as enguias em molho de escabeche, as galeotas e os ovos-moles. Ao almoço (pequeno almoço) é que era sempre um naco de broa com azeitonas, ou então, apenas um copo de café. Quanto ao jantar (almoço), era quase sempre uma sopa de legumes, com um naco de carne de porco, gorda dentro dela. Á noite era o escoado. Em suma fazia-se uma alimentação à base de peixe, quer da Ria, quer do mar.

Aveiro nos finais do século XIX, em termos de infra-estruturas, dispunha de dois armazéns de exportação de fruta; oito armazéns de venda de peixe; duas relojoarias; seis serralharias; onze fornos de cozer pão de milho; seis padarias; quatro ourivesarias; duas chapelarias; três confeitarias; 3 oficinas de pirotecnia; quarenta lojas de mercearia; quatro lojas de modas; dezoito tendas; duas lojas de encadernadores de livros; quatro lojas de panos; quarenta e cinco tavernas; dois armazéns de vinhos; três estancias de madeira; entre outros estabelecimentos.
A cidade oitocentista dispunha ainda de 4 advogados; 4 médicos; 20 oficiais de sapateiro (3 por loja); 19 alfaiates (5 por loja); 4 marceneiros (por loja); 69 carpinteiros; 11 pintores; 4 modistas; 5 calafates; 3 tamanqueiros; 3 cordoeiros; 3 ferradores; 11 vendedores ambulantes; 18 negociantes de cereais; 10 capitães de navios; 15 donos de barcos menores; 6 latoeiros; 4 tanoeiros e 5 agentes de diversos negócios e indústrias.

Pela barra entravam e saíam, anualmente, cerca de 300 embarcações, exportava-se essencialmente, sal, frutas (especialmente laranja), madeira, minério e cerâmicas; por lá se importava também carvão de pedra, peixe, cereais e diversos produtos manufacturados. Mas o caminho-de-ferro foi inquestionavelmente o maior dos benefícios que Aveiro recebeu, pois permitiu-lhe deixar de estar na dependência da ria e do mar.



Fontes: Catalogo – Almanach da Imprensa Aveirense, Aveiro, 1884, pp. 19, 20, 22, 23, 25, 27, 28, 32 e 33; Testemunho de Felisberto Fortes, natural da Beira-Mar, 84 anos de idade; Dicionário Enciclopédico das Freguesias – 2º Vol., ed. Anafre; Arroteia, Jorge Carvalho, Aveiro: Aspectos Geográficos e do Desenvolvimento Urbano, Aveiro, 1999, p. 64; Calendário Histórico de Aveiro, de António Christo e João Gonçalves Gaspar, pp. 44 e 274; Arquivo, XXXII, p. 26; Marques Gomes, Subsídios para a História de Aveiro, Aveiro, 1899, p.163; Almanaque Desportivo do Distrito de Aveiro, 1950, p. 41 e 42; Arquivo Municipal de Aveiro, Livro das Actas das Sessões de 1901-1904, nº. 27, fl. 75; Gaspar, João Gonçalves, Aveiro na História, Aveiro, 1997, p.146.




[1] Período da vida portuguesa caracterizado pelo esforço de desenvolvimento económico e de modernização de Portugal, a que se associaram pesadas medidas fiscais. Iniciado em 1851 após a insurreição militar liderada pelo marechal duque de Saldanha contra o último ministério de Costa Cabral, vigorou até 1868. A principal personagem da Regeneração foi Fontes Pereira de Melo.
[2] A política fontista vigorou após a Regeneração, entre 1868 e 1889; era liderada por Fontes Pereira de Melo e visava, essencialmente, a modernização dos meios de comunicação como, pontes, estradas, caminho-de-ferro e equipamentos diversos, como fontes e mercados.
[3] Mistura de moliço, pequeno peixe e crustáceos (caranguejos) secos.
[4] Nele estava implantado, o velódromo do Clube de Galitos, desde 31 de Julho de 1904, onde se efectuavam provas velocipédicas organizadas pelo respectivo Clube.
[5] Actual Rua Comandante Rocha e Cunha.
http://pt.scribd.com/fullscreen/55353913?access_key=key-1gn4po047rw10qmaz9ym
desdobravel exposição avenida preambulo (2)
http://pt.scribd.com/fullscreen/55354039?access_key=key-29oscthb8f12l09eybbj
festas municipio
http://pt.scribd.com/fullscreen/55354106?access_key=key-1nj9okutmyo4l8tgmxu2
ECOSAL_ATLANTIS_MARÇO_2011_PT
http://pt.scribd.com/fullscreen/55354222?access_key=key-17z797aw7ookivr6vx7imcidade_maio2011
MUSEU DA CIDADE DE AVEIRO
Museu da Cidade | Ecomuseu Marinha da Troncalhada | Museu Arte Nova | Museu Etnográfico de Requeixo


DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS 18 DE MAIO 2011

Entrada gratuita em espaços museológicos do Museu da Cidade de Aveiro

MUSEU DA CIDADE| exposição temporária: Avenida Dr. Lourenço Peixinho [1864-1918] Preâmbulo
Até 25 de Maio

Ponto de partida para um conjunto de iniciativas que visam celebrar o centenário do início da obra da Avenida Dr. Lourenço Peixinho, em 2018, esta exposição procura mostrar um pouco do que era Aveiro antes da avenida [o comércio, a vida social e lazer, a indústria], bem como os vários projectos e propostas que antecederam a proposta final. Outras exposições seguir-se-ão para dar continuidade às vivências e estórias que esta rua presenciou e agora tem para nos contar.

EDIFÍCIO DA ANTIGA ESTAÇÃO DE CAMINHOS-DE-FERRO DE AVEIRO | exposição temporária: Avenida hoje.
Até 25 de Maio

Exposição de fotografia da Secção de Fotografia do Clube dos Galitos
Organização: Secção de Fotografia do Clube dos Galitos

ECOMUSEU MARINHA DA TRONCALHADA

Transformada em Ecomuseu, a marinha da Troncalhada mostra aos seus visitantes, os métodos de produção de sal, ainda nos nossos dias feita de forma tradicional, mantêm vivas as vivências e tradições ligadas a esta actividade, bem como explora a paisagem, fauna e flora características deste meio.

Protocolo | Passaporte do Mar

Assinatura de parceria entre a Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar e a Câmara Municipal de Aveiro
Paços do Concelho | 14h30




Infante D. Pedro - um filósofo empreendedor da era dos descobrimentos

Conferência por ocasião do 562º aniversário da sua morte.
Por: Paulo Alexandre Loução | escritor, historiador e filósofo

Organização: Nova Acrópole
Local: Auditório do Museu Cidade de Aveiro
Data: 18 Maio
Hora: 21h

Entrada gratuita


Museu da Cidade de Aveiro
Rua João Mendonça n.º 9/11 3800 - 200 Aveiro
Tel. (+351) 234 406 485 | Fax (+351) 234 406 307
Câmara Municipal de Aveiro


terça-feira, 10 de maio de 2011


O Museu da Cidade associa-se, uma vez mais, à comemoração do Dia Internacional dos Museus, este ano tendo como temática Museus e Memória.
As iniciativas cruzam, ainda, com as Festas do Município, bem como com a celebração do Dia Europeu do Mar [20 de Maio] associada ao projecto Passaporte do Mar.


 
Dia Internacional dos Museus
18 de Maio de  2011
Museu da Cidade de Aveiro


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Peça do Mês de Maio

Santa Joana

Jeremias Bandarra, 1998
Reserva do Museu da Cidade de Aveiro

Maio é, por excelência, o mês de Aveiro e um mês de grande devoção à Princesa Santa Joana, a padroeira da Cidade e da Diocese de Aveiro e em cujo dia se celebra o Município. Por esse facto, o Museu da Cidade seleccionou de entre o seu acervo uma peça que a representa da autoria do artista aveirense Jeremias Bandarra [n. 1936], datada de 1998.
Nascida em 6 de Fevereiro de 1452, em Lisboa, a Princesa Joana, filha do Rei D. Afonso V e irmã de D. João II, cedo revela intenções de seguir a vida de clausura recolhendo-se, aos 19 anos, no Mosteiro de Jesus de Aveiro e relegando a possibilidade de casamento com um membro de uma das casas reais europeias.
A sua presença em Aveiro muito contribuiu para a projecção dada à, então, vila que se viu digna da escolha de uma herdeira da família real. O convento, por seu lado, veria acrescidos os seus bens e a sua reputação como cenóbio feminino. Aqui permanecerá até ao final dos seus dias, vindo a falecer, com fama de santidade, no dia 12 de Maio de 1490. Os milagres e as lendas que lhe estão associados expressam a devoção de que foi sendo alvo ao longo dos tempos justificando a sua beatificação, promovida por D. Pedro II e promulgada, em 1793, pelo Papa Inocêncio XII. É na sequência desse reconhecimento eclesiástico que é elaborado o túmulo em mármores policromos, da autoria do arquitecto João Antunes, para acolher as suas relíquias e que se encontra no Coro Baixo.
O culto continuado até à actualidade e a forte veneração da comunidade levariam à instituição de uma Irmandade e à regular realização de várias celebrações litúrgicas entre as quais se inclui a grande procissão em sua honra. Essa forte ligação dos aveirenses à sua Santa Joana transparece em diversos momentos do século XX, quando o dia que lhe é dedicado disputa o papel de dia de Aveiro com a efeméride de 16 de Maio evocativa dos Mártires da Liberdade da Revolução de 1828. Por fim, em 1978, a Autarquia define o 12 de Maio como Dia do Município. Desde 1965 que é a sua padroeira.

Museu da Cidade de Aveiro | Divisão de Museus e Património Histórico | Câmara Municipal de Aveiro
Rua João Mendonça, 9-11, 3800-200 Aveiro | museucidade@cm-aveiro.pt | Tel.  234 406 485

terça-feira, 3 de maio de 2011

IV Ciclo de Palestras AVEIRENSES ILUSTRES
No intuito de dar continuidade ao conjunto de homenagens de figuras locais que se destacaram na história e no desenvolvimento local e identitário da Cidade, o Museu da Cidade de Aveiro vai dar início ao IV Ciclo de palestras “Aveirenses Ilustres” no próximo dia 04 de Maio.
Este ciclo prima pelo facto de laurear personagens cujas vivências, saberes e estórias do quotidiano comum retratam a massa anónima e o seu papel relevante na afirmação e valorização de Aveiro. A evocação de cada um deles será feita por vários oradores, familiares, amigos, investigadores, historiadores locais e especialistas convidados para o efeito.

Local: Auditório do Museu da Cidade de Aveiro | Hora: 18h30
Programa:

Individualidade
Motivo | evocação
Data
Álvaro dos Santos
Talentoso amador de canto que regeu a Filarmónica José Estêvão.
4 de Maio
Arménio Eusébio Pereira da Costa
Fundador do Rancho Folclórico do Rio Novo do Príncipe
25 de Maio
Jaime Inácio dos Santos
Artista local associado aos edifícios Arte Nova, em Aveiro.
15 de Junho
Augusto António de Carvalho
Caricaturista, tamanqueiro e ex-presidente de Junta da Freguesia de Esgueira.
14 de Setembro
José de Pinho
Artista plástico e conservador do Museu de Aveiro
12 de Outubro
Dona Maria Aurora Muños Puig de Valente | Condessa de Taboeira
Senhora que deixou marcas profundas nas gentes de Taboeira
2 de Novembro
Marnotos da Ria de Aveiro
Comunidade identitária de Aveiro ligada à salicultura.
23 de Novembro
Morgados da Pedricosa
Nobre família descendente do ramo dos Eças e dos Botelhos.
14 de Dezembro